“A única maneira de dar sentido a mudança é mergulhar nela, mover-se com ela e juntar-se a dança”
Alan Watts
PT | Sabemos que a única constante em nosso mundo é a mudança. Tudo que é vivo está em constante mudança e em fluxo: nosso corpo, nossas emoções, nossas relações, nosso contexto, nossas crenças e pensamentos, nossa energia, nossa motivação, nossa conclusão sobre o que é a vida e o que é viver. Em sistemas vivos, tudo o que não se move está morto. Mesmo sabendo disto, experimentamos o quão é difícil aceitar a impermanência do mundo: aquele objeto que quebrou, aquele relacionamento que acabou, aquela pessoa que partiu. Tudo porque vivemos fundamentalmente com apegos ou aversões, a partir do controle da nossa mente: eu gosto muito disto e não quero nunca perdê-lo (apego) ou não quero sentir algo que me desagrada - como o medo (aversão). E isto nos impede de nos entregarmos ao fluxo da vida como ela é, pois esta é a única certeza que temos: a vida é como é, mesmo que gostemos ou não.
Não seria muito mais sábio da nossa parte se, frente a mudanças que se apresentam, pudermos concordar com a vida e com curiosidade, perguntar: qual é o convite que você está me fazendo agora? Como me torno mais flexível e ágil para me mover com você? Qual é a capacidade que posso desenvolver fruto desta mudança? Como diz o Allan Watts, vamos nos juntar à dança e sentir a alegria de viver.
Muitas vezes, quando algo não acontece como planejamos, investimos uma energia incrível para forçar o sistema a responder como estávamos querendo que ele respondesse. Será que não seria mais inteligente e eficiente mover-se com as mudanças e buscar respostas adaptativas a partir do contexto para os desafios complexos que se apresentam, desenvolver uma capacidade de escutar o campo, sentir a mudança e dançar com ela.
Como você está percebendo as mudanças que estão afetando sua organização? Você está dançando ou lutando?
“The only way to make sense out of change is to plunge into it, move with it, and join the dance”
EN | We know that the only constant in our world is change. Everything that is alive is in constant flux: our bodies, our emotions, our relationships, our context, our beliefs and thoughts, our energy, our motivation, our understanding of what life is and what it means to live. In living systems, anything that doesn't move is dead. Even though we know this, we experience how difficult it is to accept the impermanence of the world: that object that broke, that relationship that ended, that person who departed. All because we fundamentally live with attachments or aversions, driven by our mind's control: I really like this and never want to lose it (attachment), or I don't want to feel something that displeases me - like fear (aversion). And this prevents us from surrendering to the flow of life as it is, because that is the only certainty we have: life is as it is, whether we like it or not.
Wouldn't it be much wiser on our part if, faced with changes that arise, we could agree with life and with curiosity, ask: what invitation are you making to me now? How do I become more flexible and agile to move with you? What capacity can I develop as a result of this change? As Allan Watts says, let's join the dance and feel the joy of living.
Often, when something doesn't happen as we planned, we invest incredible energy in forcing the system to respond as we wanted it to respond. Wouldn't it be more intelligent and efficient to move with the changes and seek adaptive responses considering the context to the complex challenges that arise, to develop a capacity to listen to the field, feel the change, and dance with it.
How are you perceiving the changes affecting your organization? Are you dancing or fighting?